Marco Miranda
PolySonicBRAIN: Biological Resonance, Artistic Immersive Narration
A proposta apresentada em PolySonicBRAIN convoca o público a observar a materialização física de um sinal biológico invisível: a atividade elétrica do cérebro. A instalação transforma ondas cerebrais em som, imagem e vibração, criando um ecossistema sensorial onde o pensamento se torna matéria. Através de sonificação em tempo real e de projeção generativa, o visitante testemunha a forma como o corpo, a máquina e a matéria vibrátil se influenciam mutuamente. O artefacto propõe uma telecinese tecnopoética: aquilo que não se vê – o fluxo neuronal – torna-se movimento, luz e ressonância. PolySonicBRAIN situa-se na interseção entre arte digital, biofeedback e performatividade, questionando como a máquina interpreta, amplifica e devolve o que o cérebro produz quando “fecha os olhos”.
Marco Miranda (M PeX) é músico, compositor, engenheiro físico e investigador em arte digital. Mestre em Engenharia Física Tecnológica pelo Instituto Superior Técnico, desenvolve investigação em sonificação de EEG, biofeedback musical e sistemas generativos. Com mais de quinze discos editados e um percurso internacional como performer, explora a fusão entre a guitarra portuguesa, a eletrónica e dados neurofisiológicos. É doutorando em Média Arte Digital (UAlg/UAb), onde investiga a relação entre atividade cerebral, narrativa audiovisual e ressonância física. A sua prática cruza ciência, tecnologia e criação artística, propondo novas formas de tornar o invisível sensorialmente experienciável.
