Valéria Fraga

Artivismo feminista em Inteligências Artificiais Generativas

Conceito

Esta videoarte explora o uso de Inteligências Artificiais Generativas (IAGs) para representar quotidianos e eventos históricos com uma perspetiva feminista. Investigando como redes neurais respondem a comandos ativistas, a artista otimiza prompts para valorizar a diversidade de género e evitar estereótipos. Destaca artistas brasileiras modernistas frequentemente invisibilizadas, propondo novas imagens do feminino. A instalação permite ao público interagir, reescrevendo prompts e gerando imagens alternativas, participando na construção de uma estética feminista digital. A obra convida a refletir sobre os vieses das IAGs e o papel do utilizador como curador e cocriador, afirmando-se como artivismo contemporâneo que combina tecnologia, memória e ativismo para repensar representação e inclusão digitais.

O artefato propõe a criação de nova arte a partir da própria arte, seguindo a concepção da arte generativa, em que ferramentas de IA modificam progressivamente a expressão artística. A proposta transcende a tecnologia em si, refletindo sobre a transformação contínua da arte sem descartar sua origem, os artistas programadores ou os recursos evolutivos da própria IA. Nesse sentido, a beleza da arte estará no aprofundamento do seu significado e da sua resistência em busca de representatividade sociocultural e de fomentar constantes questionamentos na sociedade.

Objetivo da intervenção/comunicação

O encontro da minha experiência na mídia arte digital pretende servir à valorização e ao reforço no reconhecimento de outras artistas brasileiras. Aquelas que fazem ou não parte da arte de vanguarda, mas que merecem ser relembradas e evidenciadas a todo instante na busca de uma resistência artivista para ficar na memória das pessoas e da programação algorítmica.

Espera-se que isso provoque um impacto significativo, como um legado deixado às futuras gerações na conquista da vida em comunidade mais pacífica, harmoniosa e sustentável.

Deste modo, o artefato em si já seria um primeiro resgate e uma transformação das minhas próprias aptidões, além de um desafio para transcender esse novo universo das artes. O artefato de cunho feminista, representando algo que tenho legitmidade para tratar, porque identifica-se com o meu repertório e minhas vivências. Assim, poderei treinar habilidades e conquistar novas competências no universo das artes.

Tecnologias e técnicas utilizadas

O artefato será um vídeo arte composto por imagens em movimento, nas quais obras de artistas brasileiras serão reinterpretadas através de ferramentas de IA. O objetivo é modificar a arte original em uma sequência de novas composições artísticas, levando em consideração contextos históricos modernistas e de vanguarda. As obras recriadas refletirão tanto a história do artista original quanto a transformação algorít­mica programada, adicionando a minha interpretação pessoal enquanto artista-pesquisadora-comunicadora.

Diário Digital de Bordo

https://valfraga4inup.wordpress.com/

Valéria Fraga

Publicitária e consultora de marketing digital, mestre em Comunicação e Tecnologia pela UFABC e com MBA em Gestão da Comunicação Digital pela ESPM/SP. Coautora do livro “Você na era mais digital”. Trabalhou 8 anos como docente no Senac/SP e em várias agências brasileiras como redatora e planner. Atualmente, dedica-se ao marketing digital.